sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Sem formataçao, como as palavras desencadeiam.

Oi Monique!!

Agradeço e fico honrada em recebe esse texto de ti! Escrever... É tanta informação tanto na minha cabeça quanto na cabeça de outras pessoas. Cansa. Apesar de eu notar que tantas de nós estuda humanidades e dichava nas ideias, fabrica de texto, tudo na intensao de construir cabecinhas pensantes fora da caixinha.

Hahahahhahah não se sinta só eu sou assim com todo mundo que eu acho uau. "noooossa to do lada de uma genia, PRECISO FAZER 930904903 PERGUNTAS". Acredito na frequência afetiva (?) das pessoas eu acredito em muita coisa que essa carinha de "sai daqui carai" nao transmite. Sou na minha nem sei se sou quieta, talvez eu seja controlada pela minha intuiçao e zona de autoproteçao.
 Sobre escrever, bom escrever pra quem? Vejo vc mesma tao foda escreve motiva muitas mas sempre é sequestrada pelo o povo que sofreu no gelo... Sempre escreva. Vc é uma das minhas grandes inspiraçoes só que eu estou na fase de "qualé o que eu faço c/ isso?"
É processo de amadurecimento e autocrítica, mas aquela autocrítica bacana e não beirando a depressão. Assim como esse texto que esta sem revisão.

 Ahh o rio NECESSITO desse lugar. Nao se culpe ou se sinta zé besteira por fazer coisas comuns que parece que eu acho a coisa mais s/ graça do mundo, eu sou viciada em Bob Esponja.


Deixo essas palavras pra ti

“O que eu tenho pontuado é isso: é o direito da escrita e da leitura que o povo pede, que o povo demanda. É um direito de qualquer um, escrevendo ou não segundo as normas cultas da língua. É um direito que as pessoas também querem exercer. Então Carolina Maria de Jesus não tinha nenhuma dificuldade de dizer, de se afirmar como escritora. (…) E quando mulheres do povo como Carolina, como minha mãe, como eu, nos dispomos a escrever, eu acho que a gente está rompendo com o lugar que normalmente nos é reservado, né? A mulher negra, ela pode cantar, ela pode dançar, ela pode cozinhar, ela pode se prostituir, mas escrever, não, escrever é uma coisa… é um exercício que a elite julga que só ela tem esse direito. (…) Então eu gosto de dizer isso: escrever, o exercício da escrita, é um direito que todo mundo tem. Como o exercício da leitura, como o exercício do prazer, como ter uma casa, como ter a comida (…). A literatura feita pelas pessoas do povo, ela rompe com o lugar pré-determinado.” — Conceição Evaristo

"Diga a eles sobre como você nunca é realmente uma pessoa inteira se você permanecer em silêncio, porque há sempre um pequeno pedaço dentro de você que quer falar, e se você continuar ignorando-o, torna-se mais e mais furioso e mais e mais intenso e, se você não falar, um dia ele vai simplesmente sair como um soco de dentro da boca."

(Elizabeth, filha de Audre Lorde, para a mãe lutando contra o câncer)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sobre ser negra e ter o cabelo colorido.

Eu pinto o meu cabelo de colorido desde fevereiro desse ano (2014). Nunca conversei com outras pretas pois até então eu me sentia uma privilegiada, alias quem já viu alguma negra com o cabelo de alguma cor especial? Pois então, não sou nenhuma privilegiada, sou a resistência. Até pouco tempo só via negras com estilos diversificado no Afropunk.

Todo esse tempo nunca disseram "essa cor não é legal" mas ouço o tempo todo "que bizarro", "esse tipo de cabelo é zoado", " que textura estranha, parece peruca". Perucas black é o simbolo dessa sociedade racista onde é normal ridicularizar e diminuir a aparência de pessoas negras no carnaval, mas você decidir por outros motivos adotar um estilo diferente do que é imposto, colega, você vai ter que ter uma paciência e um emocional regido por Jah, Buda, Shiva, Deus ou o que achar melhor.

No metro tiram fotos minhas sem permissão, tocam no meu cabelo sem permissão e claro, as piadas. A sociedade é engraçada demais, só que nunca.

Lembro uma vez no mercado quando um segurança se aproximou de mim e disse: "Moça, com licença, mas minha filha tem 11 anos tem um lindo cabelo cacheado e as pessoas dizem que ela deve alisar seus cabelos, minha filha admira muito você. Você é um exemplo pra ela."

Não é fácil ter o cabelo black, independente da cor, sempre vão cair matando no seu cabelo. São raros os elogios sinceros sem ser dessa gente que quer ser amiga de preta ou pessoas oprimidas por "ato politico" que de ato não tem nada, eu resisto por mim e por essas poucas pessoas.

E assim caminho.
Foto original | Jessica Oliveira.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Amor para quem?

Em algum momento você nos amou? (Bell Hook -Vivendo de Amor)

Sobre homens, revolucionários e não-monogâmicos.

"Mais amor por favor" Mas só se você for a branca, simpática, vida boa $ que estuda em alguma universidade publica. Se a mulher sair desse circulo não existe a porra do amor você será apenas um objeto de estudo.
Também vejo dessa parte: "quero amor, quero viver de amor" mas quando o "amor" é dado logo é rejeitado. 
Conforme os dias vão se passando eu percebo que o amor é muito mais burguês, é status.
Homem nenhum fará a revolução enquanto não souber amar.

Amor pra quem?

domingo, 1 de junho de 2014

Comentários da vida: Encontro um dementador. (ou alguma pessoa da escola.)

Dementadores e pessoas aleatórias da escola são quase as mesmas coisas.


Hoje foi um dia que os desafetos pontuaram. O Poder da Mulher que Ora dessa vez não deu efeitos. 
Tragicômico:

Encontro uma pessoa aleatória que estudou comigo no ensino médio (aquela bosta!) e mesmo eu evitando fazendo a dança egípcia, não deu, lá vem o papo da serie: "lista de quem perguntou? 0 pessoas, tchau!"

"_ Oi amiga, lembra do fulano*? Nooossa ele está tão diferente mudou totalmente sua ideia, modo de agir e pensar." (* maluc que fez da minha vida um inferno)
Eu fiz cara de paisagem e cantei lálálá mentalmente
"_ Amigaa, me responde!"
"_ Não tenho contato com ninguém daquele tempo" Olhei fixamente à pessoa
"_ Ai amiga, todo mundo muda! E você continua na mesma? Não fala com ninguém? Sempre assim, né?"
Levantei e fui embora achei que era alucinações e deixei o desprezo falar por mim. (mas queria que fosse a minha mão na cara da pessoa)

Como é engraçado o cidadão de bem, querem que eu aceite que mudaram mas nunca me aceitaram, sempre com as mesma conversa, piadas ~opiniões~.

Comentários da vida: Como conquistar alguém - Parte: nenhum.

Breve e sucinto     

KatePugsley

Uma das artes que eu não domino é a arte da sedução, puts! 

Quando me interesso por alguém é mais fácil eu me enrolar em um tapete Persa e pedir para o caminhão da Marabraz deixa-lo como "presente" na casa da pessoa, do que simplesmente puxar um assunto. Será que o curso Ciências Sensuais ajudaria essa garota (eu!) a se desinibir? 
Oh Shit! 

Please como 2 Brazil!


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Por que eu escrevo?

Por que eu insisto nisso? 

Escrevo pedindo socorro
A quem?  Não sei! Não existe mas escrevo.
Para desaparecer da minha mente e fixar em alguém
Para desafiar a mim mesma e incomodar sei lá quem.

Processos de escrita,
com medo, em silêncio e tímida mas escrevo, mesmo pouco me fodendo para linguística
errando, aprendendo e escrevendo.
Mesmo não sendo compreendi escrevo e vou ser repetitiva.

O que escrevo?
Aquilo que pode parecer attwhore, pra quem está e uma situação confortável
Algumas felicidades e outras dores, mas escrevo.
Escrevo tudo aquilo que já disseram que eu não posso escrever.
Escrevo apenas por resistência.


No Future - Banksy


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O racismo no mercado cultural.

17 de dezembro de 2013 fui selecionada para um entrevista em uma editora na cidade de São Paulo. A vaga era de Assistente de Produção Editorial.
A entrevista durou menos de 10 minuto, meu currículo ficou em cima da mesa servido de apoio para os pulsos da entrevistadora. Fui avaliada com um olhar de rejeição, mas não pela a minha competência profissional que eu não tive nem tempo de mostrar. Ouvi a pessoa reclamar de como estava calor, me contrariar varias vezes, e não tirar seus olhos de repudio do meu cabelo e pele. 
A entrevista terminou com um "Tenho outras pessoas para entrevistar essa semana, entraremos em contato com todos no dia 06/01/14". Nunca recebi nenhuma resposta da seleção. 
Relato isso pra quem ama livros, para uma porrada de de negrxs qualificados em busca de uma oportunidade e que voltam pra casa sem respostas, só com a sensação de como é humilhante ser avaliado somente por sua cor.
Publico esse relato alguns meses após o ocorrido. Tenho medo de expor nomes, é a minha palavra contra uma elite, a elite enraizada alimentando a cultura do nosso país. Mas preciso levantar esse assunto, o racismo jogado contra mim fez eu rever se devo continuar no mercado editorial e artístico, se eu realmente preciso continuar estudando cada vez mais e direcionando uma boa parte do meu tempo pra isso. 
Amantes dos livros, avaliem as editoras nas quais vocês estão depositando o seu dinheiro.