quarta-feira, 16 de julho de 2014

Amor para quem?

Em algum momento você nos amou? (Bell Hook -Vivendo de Amor)

Sobre homens, revolucionários e não-monogâmicos.

"Mais amor por favor" Mas só se você for a branca, simpática, vida boa $ que estuda em alguma universidade publica. Se a mulher sair desse circulo não existe a porra do amor você será apenas um objeto de estudo.
Também vejo dessa parte: "quero amor, quero viver de amor" mas quando o "amor" é dado logo é rejeitado. 
Conforme os dias vão se passando eu percebo que o amor é muito mais burguês, é status.
Homem nenhum fará a revolução enquanto não souber amar.

Amor pra quem?

domingo, 1 de junho de 2014

Comentários da vida: Encontro um dementador. (ou alguma pessoa da escola.)

Dementadores e pessoas aleatórias da escola são quase as mesmas coisas.


Hoje foi um dia que os desafetos pontuaram. O Poder da Mulher que Ora dessa vez não deu efeitos. 
Tragicômico:

Encontro uma pessoa aleatória que estudou comigo no ensino médio (aquela bosta!) e mesmo eu evitando fazendo a dança egípcia, não deu, lá vem o papo da serie: "lista de quem perguntou? 0 pessoas, tchau!"

"_ Oi amiga, lembra do fulano*? Nooossa ele está tão diferente mudou totalmente sua ideia, modo de agir e pensar." (* maluc que fez da minha vida um inferno)
Eu fiz cara de paisagem e cantei lálálá mentalmente
"_ Amigaa, me responde!"
"_ Não tenho contato com ninguém daquele tempo" Olhei fixamente à pessoa
"_ Ai amiga, todo mundo muda! E você continua na mesma? Não fala com ninguém? Sempre assim, né?"
Levantei e fui embora achei que era alucinações e deixei o desprezo falar por mim. (mas queria que fosse a minha mão na cara da pessoa)

Como é engraçado o cidadão de bem, querem que eu aceite que mudaram mas nunca me aceitaram, sempre com as mesma conversa, piadas ~opiniões~.

Comentários da vida: Como conquistar alguém - Parte: nenhum.

Breve e sucinto     

KatePugsley

Uma das artes que eu não domino é a arte da sedução, puts! 

Quando me interesso por alguém é mais fácil eu me enrolar em um tapete Persa e pedir para o caminhão da Marabraz deixa-lo como "presente" na casa da pessoa, do que simplesmente puxar um assunto. Será que o curso Ciências Sensuais ajudaria essa garota (eu!) a se desinibir? 
Oh Shit! 

Please como 2 Brazil!


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Por que eu escrevo?

Por que eu insisto nisso? 

Escrevo pedindo socorro
A quem?  Não sei! Não existe mas escrevo.
Para desaparecer da minha mente e fixar em alguém
Para desafiar a mim mesma e incomodar sei lá quem.

Processos de escrita,
com medo, em silêncio e tímida mas escrevo, mesmo pouco me fodendo para linguística
errando, aprendendo e escrevendo.
Mesmo não sendo compreendi escrevo e vou ser repetitiva.

O que escrevo?
Aquilo que pode parecer attwhore, pra quem está e uma situação confortável
Algumas felicidades e outras dores, mas escrevo.
Escrevo tudo aquilo que já disseram que eu não posso escrever.
Escrevo apenas por resistência.


No Future - Banksy


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O racismo no mercado cultural.

17 de dezembro de 2013 fui selecionada para um entrevista em uma editora na cidade de São Paulo. A vaga era de Assistente de Produção Editorial.
A entrevista durou menos de 10 minuto, meu currículo ficou em cima da mesa servido de apoio para os pulsos da entrevistadora. Fui avaliada com um olhar de rejeição, mas não pela a minha competência profissional que eu não tive nem tempo de mostrar. Ouvi a pessoa reclamar de como estava calor, me contrariar varias vezes, e não tirar seus olhos de repudio do meu cabelo e pele. 
A entrevista terminou com um "Tenho outras pessoas para entrevistar essa semana, entraremos em contato com todos no dia 06/01/14". Nunca recebi nenhuma resposta da seleção. 
Relato isso pra quem ama livros, para uma porrada de de negrxs qualificados em busca de uma oportunidade e que voltam pra casa sem respostas, só com a sensação de como é humilhante ser avaliado somente por sua cor.
Publico esse relato alguns meses após o ocorrido. Tenho medo de expor nomes, é a minha palavra contra uma elite, a elite enraizada alimentando a cultura do nosso país. Mas preciso levantar esse assunto, o racismo jogado contra mim fez eu rever se devo continuar no mercado editorial e artístico, se eu realmente preciso continuar estudando cada vez mais e direcionando uma boa parte do meu tempo pra isso. 
Amantes dos livros, avaliem as editoras nas quais vocês estão depositando o seu dinheiro.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Biquíni da rebeldia.

Biquíni rebelde.


Como a maioria das pessoas eu torno o simples em difícil e o difícil em simples uma dessas tarefas é comprar um biquíni.

Em 2012 precisei mudar algumas coisas na minha vida, uma delas a minha perca de peso, não cheguei a ser obesa mórbida, mas já estava entrando em uma situação critica (saúde e psicológico). Com ~força de vontade~  e desafiando as leis da física consegui emagrecer mudei meu layout físico.
Mas com tanta proeza vivo a guerra de dois mundos: A minha cabeça que não sabe reagir com o que vejo no espelho e elogios/parabéns e por outro o mundo magro, seguir a rotina, forçar a amizade com a memória metabólica, o manequim. 
Não enche!
A escolha do biquíni é intima, histórica ali ele mostra todo o seu passado, uma identidade. O biquíni não joga nada na sua cara só relembram o que já jogaram contra você, biquíni só quer que você de um rolê pela a praia, no club, campo ou onde você bem entender, os olhos alheios da repressão quer é que você de um passeio pela a farmácia, ele se encaixa no seu corpo não é como as propagandas hipócritas de "beleza real" como a Dove ou Pantene  que depois te oferece produtos pra você seguir a linha de beleza que a industria exige, também é sincero mas é só a sua sinceridade que transparece ali.
Foi experimentando um biquíni que eu pude ver quem sou e quem eu queria ser, o espelho e a iluminação da loja o cataloga com uma bela modelo em trajes de banho e meus pensamentos arrependidos dizendo: "Deveria ter investido no Carboxiterapia, levado a low-carb a sério, tomado tal termogênicos hard..." Foram longos 8 minutos de mutilação e rejeição mental. Dentro do provador com minha cara de insatisfação tive outro surto e pensei, porra mas eu não só emagreci para poder ser linda em um biquíni, andar com a galera descolada da praia eu só vou em um lugar publico curtir uma onda, tranquila, na minha...  
A escolha desse biquíni foi como brincar de "Onde está Wally?" Wally no caso era o meu bom senso de ir em um local publico só pra se divertir e erguer a rebeldia. 
Até ouvi ele dizer: "fia você é humana, me esquece e vai curtir sua praia, não bitole e faça topless!" 

Oh! Sábias palavras, vou precisar me exercitar com esse pensamento todos os dias.




quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Com licença, posso ficar de boa?


Ah como seria menos complicado a vida pra mim se eu seguisse os conselho de muita gente:

"Arranje um namorado para sairmos de parzinho.
Aguente um emprego pelo menos 8 meses, rola benefícios.
Estude ( ___), dá dinheiro!
Seja sociável."

Alimentar a Introspecção tem muita das suas desvantagens isso quando não é seguida de um timidez surge um misto de "cara, eu entendo o seu lado, agora me deixa em paz" seguida de "vou ficar quieta, preguiça de debater com você"
 Claro que já cogitei a ideia de ser normalmente aceitável, falando assim até parece que tenho Síndrome de Proteus ou Ebola, não!
 Crise existencial e/ou trânsito de Saturno já procurei como posso me encaixar melhor em algum grupo, querer dar "Bom dia facers, meu cu despregou da bunda, mas vamos viver, tanta gente com câncer, jamais reclame da vida!!!" Também quis socializar com o clube da cerveja e pasmem, não deu certo, não era eu ali, não é pra mim. Ahhhh!

Então do que você vive E.T do Panamá?

 Tantas coisa, inclusive observar, sem julgar, modéstia parte eu tenho bom senso que sopra no meu ouvido, adoro ver a evolução e influencia de humanos ou acontecimentos, cuidar, gosto de me preocupar, de criar e lidar com as expectativas, sofro de excesso de empatia, sair sozinha, sem pressa conflitos só eu e o acaso...
Sou legal, mas sou quieta e fica chato, sabes?

 “O preço de ser uma ovelha é o tédio. O preço de ser um lobo é a solidão. Escolha um ou outro com muito cuidado." Hugh MacLeod
Lamúrias à parte.

Ilustração-Karine Leger